Clique aqui para ir para a página inicial
 

Pular Links de Navegação
»
Home
Contato
Calculadoras
Consultoria
Conteúdo
Cotações
Perfil/Testes
Serviços
Parceiros
Mapa site
[HyperLink1]
Cadastrar
 
    
Você está em:   IGF Modelos de documentos Petição Comercial Medida cautelar inominada ante uso indevido de nome de outra empresa para obtenção de lucro

Petição - Comercial - Medida cautelar inominada ante uso indevido de nome de outra empresa para obtenção de lucro


 Total de: 15.244 modelos.

 
Medida cautelar inominada ante uso indevido de nome de outra empresa para obtenção de lucro.

 

EXMO. SR. DR. JUIZ DE DIREITO DA ..... VARA CÍVEL DA COMARCA DE ....., ESTADO DO .....

....., brasileiro (a), (estado civil), profissional da área de ....., portador (a) do CIRG n.º ..... e do CPF n.º ....., residente e domiciliado (a) na Rua ....., n.º ....., Bairro ....., Cidade ....., Estado ....., por intermédio de seu (sua) advogado(a) e bastante procurador(a) (procuração em anexo - doc. 01), com escritório profissional sito à Rua ....., nº ....., Bairro ....., Cidade ....., Estado ....., onde recebe notificações e intimações, vem mui respeitosamente à presença de Vossa Excelência propor

MEDIDA CAUTELAR INOMINADA

em face de

....., pessoa jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ sob o n.º ....., com sede na Rua ....., n.º ....., Bairro ......, Cidade ....., Estado ....., CEP ....., representada neste ato por seu (sua) sócio(a) gerente Sr. (a). ....., brasileiro (a), (estado civil), profissional da área de ....., portador (a) do CIRG nº ..... e do CPF n.º ....., pelos motivos de fato e de direito a seguir aduzidos.

DOS FATOS

O Peticionário é sócio da empresa ......., constituída em ..... de ........ de .........., sob o nome fantasia ........, cujas cotas estão divididas da seguinte forma:

................... ..............cotas
................... ..............cotas
................... ..............cotas

Quando de sua formação, a sede da empresa ficava na rua ........., nº ........., Bairro ........, tendo posteriormente sido transferida para a rua ........, nº .........., bairro ......., nesta capital, conforme cópia do recibo em anexo.

A sociedade tem por objeto a exploração da atividade de comércio varejista de materiais fotográficos, promoção de festas, convenções, serviços, de encaminhamento de materiais fotográficos, serviços fotográficos e de filmagem, ut fotocópia do contrato social, acostado à presente.

Com o passar do tempo, os sócios verificaram uma maior lucratividade no ramo de eventos, pelo que resolveram concentrar suas atividades em organização e realização de formaturas.

Diante desse novo quadro, tornou-se necessário um maior controle financeiro da empresa, motivo pelo qual, em ... de ....... de ....., os sócios outorgaram ao Sr. ..........., poderes para a movimentar contas bancárias da sociedade.

Ressalte-se aqui, que o Sr. ...... só foi nomeado procurador, por ser pessoa de inteira confiança dos sócios, uma vez que é pai da sócia ..... e cunhado do ora Peticionário.

Ocorre que, em ......... de .........., o Sr. .........., juntamente com sua outra filha, ......., resolveu constituir uma empresa somente em nome desta, com o mesmo objeto social da ........, denominada ...........

Assim, é que, movido pela má-fé e aproveitando-se do nome fantasia da empresa do qual o Peticionário é sócio, bem como das próprias instalações desta, o Sr. ......., sabendo da provável renovação dos contratos anuais firmados entre CRF e instituições de ensino, utilizou-se de nome fantasia ........., já conhecido pelas contratantes, para firmar novo contrato com as mesmas, desta vez em benefício de ........., sem, contudo, comunicar a estas, que a empresa que representava não era a mesma contratada nos anos anteriores. E as escolas não percebiam uma vez que era alterado apenas o CNPJ, já que o nome fantasia era o mesmo. Conforme cópia da correspondência enviada a Prefeitura Municipal de ......, anexa)

O artifício utilizado pelos requeridos é facilmente comprovado pela fotocópia do recibo que passaram à Comissão de Formatura da Escola ........, em que não consta a denominação social da requerida, mas tão somente o nome fantasia da empresa do qual é sócio o Requerente, recibo este assinado pelo Sr. ........ .

Os requeridos também se utilizaram do nome fantasia e do acesso que tinha ao trabalho da ..........., para comercializar junto aos formando de .........., as fotos e fitas de vídeo produzidas por esta no evento de colação de grau dos mesmos, como por exemplo , do Colégio ..........; do Colégio ..........; dentre outros.

Em contato com a direção da ....... o requerente foi informado que o Sr. ........, comprometeu-se a vender aos alunos, até o final desta semana, as fotos de interesse dos mesmos.

DO DIREITO

Dispõem os artigos 33 e 34 da Lei 8934/94"- Lei de Registro de Empresa:

"Art. 33. A proteção ao nome empresarial decorre automaticamente do arquivamento dos atos constitutivos de firma individual e de sociedades, ou de suas alterações.
Art. 34. O nome empresarial obedecerá aos princípios da veracidade e da novidade."

Havendo determinado legal expressa sobre a utilização de nome comercial, não pode outra empresa utilizar-se de um nome já conhecido no mercado para tirar proveito próprio, confundindo assim o consumidor.

Esta prática é refutada pela nossa legislação, como também pela jurisprudência, e no caso em tela os requeridos utilizaram-se não somente do nome comercial como também do ponto comercial.

Os Tribunais pátrios já têm se posicionado a esse respeito.

Veja-se:

"NOME COMERCIAL - Confusão - Estabelecimentos com o mesmo ramo de atividade e próximos um do outro - Possibilidade inevitável - Impossibilidade, assim, de o nome, embora não sendo utilizado como denominação social para o comerciante que o utilizou posteriormente, servir como identificador do espaço físico de seu estabelecimento - Direito daquele que o empregou em primeiro lugar para o estabelecimento e denominação social que merece proteção. Aquele que empresa o nome comercial em primeiro lugar para o seu estabelecimento e denominação social não pode ter burlado o seu direito, ainda mais quando os estabelecimentos se situam próximos um do outro e exploram o mesmo ramo de atividades, pois ai a possibilidade de confusão é inevitável." (TJSP, RT 646/66)

"O Direito ao uso exclusivo do nome comercial em todo o território nacional não esta sujeito ao registro no INPI, e surge tão-só com a constituição jurídica da sociedade, através do registro de seus atos constitutivos no Registro de Comércio, devendo prevalecer o registro do nome comercial feito com anterioridade, no caso de firmas com a mesma denominação e objeto semelhante que possibilite confusão" (JSTJ, 30/162)

"O direito ao uso exclusivo do nome comercial, por força do art. 8º da Convenção de Paris, mesmo entre nacionais, não está sujeito a qualquer registro ou depósito e surge tão só com a constituição jurídica da sociedade." (TJSP, RT, 689/153)

A legislação comercial brasileira, é contrária aos atos praticados pelos requeridos, quando da utilização de Registro Comercial anterior em proveito próprio, ainda mais no presente caso, em que estes tinham amplo e irrestrito acesso aos dados cadastrais e comerciais da empresa CRF, o que fez com que estas informações fossem utilizadas para confundir clientes, induzindo-os em erro, ao contratar os requeridos. Pratica esta que acarretou e vem acarretando grande prejuízo ao autor.

Pelo exposto, e com base em nosso Código de Processo Civil, que em seus art. 796 a 812, dispõe sobre acerca das hipóteses em que é cabível medida cautelar, facultando ao juiz a concessão da liminar, quando houver a possibilidade concreta da parte demandada tornar inócuo o deferimento da medida somente ao final da ação, requer a concessão da presente medida cautelar.

No caso em tela encontram-se caracterizados os elementos ensejadores da concessão de liminar na presente medida cautelar, contidos nos artigos do Código de Processo Civil supra citados, o que se reitera, por oportuno, como forma de reforço aos argumentos adredemente expendidos.

Segundo ....................., os requisitos para alcançar uma providência de natureza cautelar são basicamente dois:

"I - Um dano potencial, um risco que corre o processo principal de não ser útil ao interesse demonstrado pela parte, em razão do "PERICULUM in mora", risco esse que deve ser subjetivamente apurável;

II - A plausibilidade do direito substancial invocado por que pretenda a segurança, ou seja o "fumus boni iuris".

Consoante com a doutrina corroborando-a, a jurisprudência agasalha a pretensão do requerente:

"Da consistência dos requisitos como condições de admissibilidade da ação cautelar, temos o periculum in mora na probabilidade de dano a uma das partes de FUTURA OU ATUAL AÇÃO PRINCIPAL, resultante na demora do ajuizamento ou no processamento e julgamento desta.
Se houver probabilidade de que a demora inevitável no ajuizamento da ação principal ou no seu processamento venha a causar prejuízo ao autor da ação cautelar, terá ele preenchido o primeiro requisito: "O PERICULUM IN MORA". E o "FUMUS BONI JURIS", consiste na probabilidade da existência do direito invocado pelo autor da ação cautelar. Direito ao ser examinado profundamente em termos de certeza apenas no processo principal, já existe ou, então a ser instaurado.
A existência do direito acautelado é, no processo cautelar, aferida em termos de PROBABILIDADE e por isso seu exame é menos aprofundado, superficial SUMMARIA COGNITO.Sobre o insucesso da ação principal, diga-se em tese, que o Código admite, expressamente a possibilidade de que alguém obtenha uma providência cautelar, e, no entanto venha depois a sucumbir no processo principal. Que mostra isso. Mostra exatamente que a concessão da providência cautelar não está condicionada à demonstração plena da existência do direito alegado pela parte. Pode acontecer que o Juiz, diante dos elementos que lhe forem trazidos, SUPONHA PROVÁVEL A EXISTÊNCIA DESTE DIREITO, e no entanto, mais tarde, através de investigação aprofundada que vai fazer sobre a matéria que cheque a convicção de que na realidade o suposto direito não existia. Agora é evidente que pelo menos tem de haver elementos capazes, "PRIMA FACIE, DE TORNAR RAZOÁVEL AOS OLHOS DO JUIZ A SUPOSIÇÃO DA EXISTÊNCIA DO DIREITO" (Grifo nosso)

"Quando ajuizadas em caráter preparatório, as demandas cautelares dão formação, desenganadamente, a um processo que será inteiramente autônomo em face do principal. E sua cognição será sumária, limitando-se o Juiz a colher os dados que fornecem convicção quanto ao PERICULUM IN MORA e o FUMUS BONI IURIS, pois esses são requisitos fundamentais das medidas cautelares. Nada de examinar o mérito de ação principal, PARA VINCULAR A CONCESSÃO DESTAS MEDIDAS À RAZÃO QUE POSSA TER SEU REQUERENTE PARA SAIR-SE VENCEDOR AFINAL.
O próprio interesse é diferente nas duas causas, pois na medida cautelar resulta da necessidade de segurança para a garantia útil do processo principal" (grifo nosso)

O "fumus boni iuris" resta evidenciando pelo fato de que a venda das fotos, à Escola ........., acarretará em novo prejuízo ao requerente, e este, jamais pode imaginar que seu próprio cunhado e sua sobrinha agiriam de tal forma.

As atitudes dos requeridos demonstram claramente a intenção de não repassar ao autor o numerário que lhe é, por direito devido, se assim não fosse, não estariam agindo de maneira premeditada e enganosa, que sequer levantou suspeitas ao requerente. Uma vez que sempre agiram as suas vista, sem que este tivesse a consciência de tais atos, não podendo, desta maneira, precaver-se.

No que concerne ao "periculum in mora" urge maior atenção ao tópico eis que não se trata de mera transação comercial, mas sim de prejuízo moral e financeiro, já que a comercialização das fotos está prevista para esta semana. E se não for impedida a prática de tal ato, provavelmente, o autor não mais conseguirá ser ressarcido pelos prejuízos já causados e prováveis, pois os requeridos não irão de recompensá-lo.

No presente caso, além dos danos patrimoniais e morais já causados ao requerente pela atuação ardilosa dos requeridos, verifica-se que seu direito está prestes a ser novamente lesado, pois estes pretendem proceder a venda dos produtos feitos pela CRF, ainda no decorrer desta semana.

Os elementos ensejadores para a concessão da liminar estão presente de forma destacada, assim como, direito que lhe dá suporte.

DOS PEDIDOS

Desde modo, suficientemente demonstrado os fatos direito que fundamentam a presente medida cautelar, o que se requer:

a) a concessão da liminar para que os réus sejam proibidos de comercializar as fotos, com a ......., até posterior decisão, sendo que, no caso de descumprimento os requeridos paguem multa, a ser estipulada, por Vossa Excelência.

b) a citação dos réus, no endereço contido no preâmbulo desta, mediante Oficial de Justiça, para oferecer, no prazo legal sua contestação, sob pena de revelia;

c) a produção de todas as provas em juízo admitidas, requerendo desde já, produção de prova oral, oitava de testemunhas, depoimento pessoal dos requeridos, juntada de novos documentos, e a realização de perícia se necessário;

e) e finalmente, a condenação dos requeridos aos comuns encargos da sucumbência, pela procedência do aqui pleiteado.

Dá-se a causa o valor de R$ ......
para fins de alçada.

Nesses Termos,
Pede Deferimento.

[Local], [dia] de [mês] de [ano].

[Assinatura do Advogado]
[Número de Inscrição na OAB]


Veja mais modelos de documentos de: Petição - Comercial
Manutenção de internamento
Ação de rescisão contratual
Contestação à ação Cautelar de Sustação de Protesto sob a alegação de falta de pagamento
Medida cautelar contra comercialização de produtos com o nome fantasia de empresa
Contestação à ação declaratória de nulidade de duplicata
Reembolso de despesa
Recurso especial ante negativa de vigência de lei federal, além de divergência jurisprudencial
Contra-razões de apelação, pugnando-se pela manutenção da sentença que julgou pela existência de
Apelação em face de decisão que classificou como quirografário o crédito privilegiado
Do gerente do RH para o cliente
Contestação de negação de atendimento de doença preexistente
Autor requer a declaração de inexigibilidade do título em razão de ter quitado totalmente a obrig