Clique aqui para ir para a página inicial
 

Pular Links de Navegação
»
Home
Contato
Calculadoras
Consultoria
Conteúdo
Cotações
Perfil/Testes
Serviços
Parceiros
Mapa site
[HyperLink1]
Cadastrar
 
    
Assuntos

Total de artigos: 11132
    

 

 

Carreira / Emprego - Improviso, técnica e talento são as palavras-chave para sobreviver no mundo corporativo 

Data: 13/11/2008

 
 

Numa "jam session" o fim de um improviso imprevisível e vitorioso, incita sempre aplausos calorosos. É como se o músico, no final de sua performance individual, tivesse marcado um gol de placa. Deu a volta ao mundo, passeou aleatoriamente dentro da sua própria lógica, por várias notas da harmonia e voltou com sucesso para a melodia inicial. Entusiasmou a platéia. Assim, cumpriu sua missão e lançou o desafio para os outros integrantes da banda. Atentos, os músicos aproveitam a deixa e começam sua própria improvisação.

Este é o espírito do jazz. Uma mistura de groove, sensibilidade e talento em uma estrutura, ao mesmo tempo, imperfeita e vibrante. Assim como no jazz, as atividades de improvisação nas organizações são responsáveis por boa parte das inovações.

Portanto, é possível traçar um paralelo entre o trabalho no mundo corporativo moderno e esta modalidade de performance musical. Não é a toa, que usar a metáfora do grupo jazzístico para falar sobre estratégia e atuação em equipe, é uma prática que está cada vez mais sendo usada por consultorias em todo o mundo.

"A tradicional comparação com a orquestra sinfônica, onde o maestro (líder) comanda os músicos responsáveis por vários instrumentos (departamentos) que, por sua vez, seguem partituras (planejamento), já não se adéqua mais à realidade das organizações atuais", diz Luis Felipe Cortoni, diretor da LCZ , que promoveu um workshop para 32 funcionários da Nivea, com a participação do grupo de jazz, Zimbo Trio.

Ele explica: "Diante da velocidade das mudanças e da urgência em tomar decisões, não é mais possível possuir uma estrutura de trabalho definida e planejada com muita antecedência, que segue uma partitura pré-existente, e que é comandada por um líder sempre presente".

O sucesso das empresas, para o consultor, hoje depende muito mais da capacidade de improvisação e da criação autônoma dos funcionários, como acontece em um grupo de jazz. A integração e o trabalho em equipe é algo que o Zimbo Trio conhece bem. Afinal, são 38 anos de estrada musical. Em todo esse tempo, apenas uma substituição, o baixista. "Foi fácil encontrar o substituto porque procuramos alguém que dominasse o instrumento e tivesse uma boa empatia com os demais", diz o pianista Amilton Godoy. "O resto ficou por conta do que aconteceu na hora de tocar, do improviso, da química".

No jazz, qualquer instrumentista é avaliado quase que exclusivamente por sua capacidade como solista. É o total domínio técnico e de possibilidades do instrumento, que permitirá ao artista alçar vôos mais ousados em sua performance. Em tempos de alta competição nas companhias, o talento individual e a excelência no conhecimento da sua área de atuação, farão o profissional brilhar como um Charlie Parker, no mundo do jazz.

O supervisor de logística Carlos Eduardo Pinheiro, tirou suas próprias conclusões depois do treinamento. "No jazz o senso coletivo é o que importa", diz. "Todos entendem a regra, trabalham juntos para atingir um objetivo comum, que é executar a música, mas irão fazer isso adicionando o seu próprio brilho pessoal, que será reconhecido com mais facilidade".

Para o trainee, Leonardo Pelloso, o que chamou a atenção nessa analogia entre o mundo corporativo e o jazz, foi o fato de o erro poder ser transformado em algo positivo. O músico Amilton Godoy endossa a tese. "Quando estamos tocando, às vezes um erro, uma nota desafinada, provoca uma nova estrutura, uma nova possibilidade musical", explica.

Outro aspecto intrínseco do jazz, é que ele é uma atividade performática, feita por impulso, que foge da narrativa linear, o que nas empresas pode simbolizar a rotina e a estruturação rígida. A forma de trabalhar e atuar do músico de jazz também é quase tão importante quanto a obra final. O perigo é que os músicos, assim como os homens de negócio, podem se apegar a clichês para chegar ao resultado. E o melhor jazzísta, ensina Godoy, é aquele que gosta de correr riscos.



 
Referência: Gestão de Carreira
Autor: Valor
Aprenda mais !!!
Abaixo colocamos mais algumas dicas :