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Ações / Bolsa de Valores - Guia completo de Proventos e dividendos 

Data: 30/05/2007

 
 

Proventos: conheça os tipos e os mecanismos de pagamento

Ao acompanhar o mercado acionário, você já deve ter se perguntado as diferenças entre os diversos tipos de proventos. Para quem não sabe, proventos são os benefícios (dividendos, bonificações, direitos de subscrição, juros sobre capital e outros) distribuídos por uma empresa a seus acionistas.

Os mais comuns desses benefícios são os dividendos e os juros sobre capital próprio (JCP), mas proventos como bonificações e direitos de subscrição também aparecem com freqüência.

Confira as diferenças entre os tipos de proventos
Os dividendos são pagamentos efetuados pela empresa aos seus acionistas através da distribuição de parte do lucro líquido da empresa, subdivididos de acordo com as diferentes classes de ação.

O montante é pago em dinheiro e de forma proporcional à quantidade de ações possuídas. Pela Lei das S.A., deverá ser distribuído um dividendo mínimo de 25% do lucro líquido apurado em cada exercício. A decisão sobre o pagamento de dividendos anuais é feita pela Assembléia Geral Ordinária e o Conselho de Administração pode decidir sobre distribuição de dividendos intercalares e intermediários.

Os juros sobre capital próprio (JCP), por sua vez, são pagos com base no lucro retido pela empresa nos anos anteriores, além de trazer incidência de imposto de renda de 15% na fonte para quem recebe o benefício.

Bonificações e direitos de subscrição
Há também as bonificações em ações, que, em caso de incorporação de reservas e lucros por parte da empresa, são oferecidas gratuitamente aos acionistas. Outro tipo de bonificação é a bonificação em dinheiro, que pode ser concedida pelas empresas como uma participação adicional nos lucros.

Já os direitos de subscrição conferem ao acionista o direito de adquirir, em caso de aumento de capital, preferencialmente, ações da empresa, para preservar a proporção das ações que possui. Vale destacar que o investidor pode, ao invés de exercer seu direito de subscrição, optar por vendê-lo no mercado.

Como funciona o mecanismo de pagamento?
Antes de entender o mecanismo, vale a pena conhecer a definição de alguns termos. O termo "com" se refere às ações com direito ao recebimento de dividendos. Assim, o último dia "com" reflete o último dia em que você pode comprar uma ação no mercado e ainda ter direito ao recebimento dos proventos que a companhia anunciou.

O dia seguinte, ou seja, quando o investidor não tem mais direito ao provento é chamado dia "ex". Já a data de aprovação se refere à data na qual os proventos foram aprovados pela empresa, não interferindo no pagamento aos acionistas.

A distribuição dos proventos é feita somente aos acionistas que possuírem as ações no último dia em que elas ficarem "com", ou seja, no dia anterior à data na qual negociam já sem os proventos. Se você tiver as ações naquele dia, receberá 100% dos proventos, caso contrário não receberá nada, independentemente de quanto tempo tenha ficado com a posse dos papéis antes disso.

Onde são depositados os recursos?
O pagamento dos proventos é feito diretamente da empresa ao acionista, via CBLC (Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia), sendo os recursos creditados, em geral, na conta que o investidor possui junto à corretora com que opera ou diretamente em uma conta bancária indicada previamente.

Para calcular o valor, basta multiplicar o número de ações que você tem (sempre levando o lote de negociação em consideração) pelo valor por lote de ações. Lembre-se que dividendos não são sujeitos ao pagamento de impostos enquanto nos JCP são descontados 15% a título de IR.

Proventos: conheça melhor os procedimentos e os principais termos usados

Para muitos investidores, sobretudo os mais conservadores, o pagamento de proventos é um dos principais atrativos do mercado acionário. Além de contar com o potencial de valorização, diversas ações oferecem em proventos retornos bastante atrativos, muitas vezes não muito distantes do que é oferecido na renda fixa.

No entanto, muita gente ainda tem dúvidas quanto aos mecanismos de distribuição e pagamento de proventos, tanto no que diz respeito às datas anunciadas pelas empresas como nas formas de pagamento. Para entender melhor como este processo funciona, certamente vale a pena estar familiarizado com os principais termos.

O anúncio das empresas
Na grande maioria das empresas, os proventos em dinheiro, tal como dividendos e juros sobre capital próprio, são aprovados em uma reunião do Conselho de Administração. A data na qual esta reunião ocorre é chamada de data de aprovação do provento.

Mais importante do que a data de aprovação é a chamada data "com" ou seja, a data na qual é determinado quem receberá os proventos. Por exemplo, se a data "com" for 25 de agosto, quem estiver de posse das ações no fechamento deste dia específico terá direito a receber os proventos anunciados.

O pregão seguinte, chamado data "ex" indica, portanto, o momento no qual as ações passam a negociar sem os proventos, ou seja, quem comprar neste dia não os receberá, pois eles já foram distribuídos para quem tinha posse das ações no pregão anterior.

Quando receber
No entanto, o fato de as ações ficarem "ex" no dia 26 de agosto não indica que os proventos serão efetivamente pagos neste dia. O que ocorre é os proventos são provisionados a partir do dia "com", até a data de pagamento definida pela empresa, que pode ou não ser anunciada na data de aprovação.

Assim, outra data muito importante, já que envolve o desembolso de recursos pela empresa e o recebimento pelos acionistas é a data de pagamento. Em boa parte dos anúncios de proventos, as empresas já deixam claro qual será a data, porém em alguns casos é necessária uma nova assembléia para determinar a data exata.

Para quem investe freqüentemente no mercado brasileiro de ações e recebe as comunicações mensais da CBLC, que é a depositária das ações, fica fácil entender a diferença entre os campos "provisionado" e "creditado". No caso, provisionado significa que o acionista tem direito aos proventos, que, no entanto, ainda não foram pagos. Já o campo creditado indica o pagamento efetivo, em dinheiro.

Onde receber
A forma mais popular e mais fácil de recebimento dos proventos é na conta que você possui junto à sua corretora, que atua como agente de custódia. Para quem não conhece, os agentes de custódia são instituições financeiras, como corretoras, distribuidoras de valores e bancos, responsáveis, perante a CBLC, pela abertura, administração e movimentação das contas de custódia dos investidores, que são seus clientes.

Outra opção é receber diretamente na sua conta bancária, mas para isso você precisará indicar, junto à instituição financeira que atua em nome da empresa (e não à sua corretora) os dados da conta na qual você deseja receber os recursos.

Proventos: conheça a diferença entre as formas de remuneração dos acionistas

Embora praticamente todo mundo que acompanha o mercado de ações já tenha se deparado com os conceiros dividendos ou juros sobre o capital próprio, muita gente ainda têm dúvidas em relação à diferença entre estes dois conceitos e como eles se comparam com outros proventos, como bonificação e subscrição.

Em primeiro lugar, é importante diferenciar os proventos pagos em dinheiro, como dividendos e juros sobre o capital próprio, dos proventos no qual o benefício ao acionistas se dá na forma de ações, como subscrições ou bonificações.

Distribuição de parte dos lucros da empresa
O conceito básico por trás dos proventos em dinheiro é a distribuição de parte dos lucros obtidos por uma empresa para seus acionistas. Ao comprar uma ação, você se torna acionista e, portanto, tem direito a receber a sua parte dos lucros que a empresa gera.

Assim, quando você recebe dividendos de uma empresa, você está recebendo uma parcela do lucro, que é determinada pela legislação brasileira em pelo menos 25% dos lucros gerados pela empresa em um determinado período de tempo. Para a empresa, os dividendos são distribuídos a partir do lucro líquido, ou seja, após o pagamento de IR, CSLL e outros impostos ou contribuições.

Com isso, os valores que são anunciados em dividendos para os acionistas já são líquidos de imposto de renda, já que a empresa efetuou o pagamento de impostos sobre estes lucros.

Juros sobre capital próprio
Outra forma de pagamento de proventos em dinheiro é através dos juros sobre o capital próprio (JCP). Para o acionista, a grande diferença é que ele tem que pagar 15% de imposto de renda na fonte, de forma que sempre é preciso ficar atento se o valor anunciado é o bruto (sem impostos) ou líquido (já descontando os impostos).

Para a empresa, muitas vezes o uso de JCP é vantajoso do ponto de vista fiscal. Desde sua criação, o pagamento de JCP permite que a empresa remunere seus acionistas até o valor da TJLP, com o valor sendo considerado como despesa financeira. Com isso, ele reduz o lucro tributável, diminuindo o IR a ser pago pela empresa.

A grande vantagem é que a empresa pagaria impostos maiores sobre o lucro, na faixa de 25%, do que os acionistas, que pagam 15% sobre os JCP. Assim, ela pode oferecer JCP, que mesmo após o pagamento de IR, podem ser maiores do que seriam na forma de dividendos, em função da diferença nas alíquotas de tributação.

Bonificação
Já a bonificação não é, na grande maioria das vezes, um provento em dinheiro, mas sim em ações. Assim, representa uma distribuição gratuita de novas ações, geralmente em função de aumento de capital ou incorporação de reservas. É importante destacar que, ao contrário dos dividendos e JCP, onde existe um efetivo desembolso de dinheiro, no caso de bonificações as cotações das ações podem se ajustar.

Por exemplo, se a empresa anunciar uma bonificação de 100%, ou seja, uma nova ação para cada possuída, sem uma contrapartida em termos de aumento do efetivo valor da empresa, o preço das ações tende a se ajustar. Por exemplo, se o valor da empresa era de R$ 1 bilhão e ela tinha 500 milhões de ações a R$ 2,00 cada, dar uma bonificação de 100% em geral leva o preço das ações a R$ 1,00, já que são agora 1 milhão de ações de uma empresa que continua valendo R$ 1 bilhão.

Subscrição
A subscrição representa um direito dados aos acionistas para que eles adquiram novas ações a custo e preço determinado. A subscrição pode surgir como um benefício aos acionistas caso o preço de subscrição seja inferior ao preço de mercado, de forma que está sendo dada uma espécie de "desconto" para os acionistas.

Caso o preço seja equivalente ou superior ao de mercado, isso muitas vezes não representa uma vantagem, já que não existe condição diferenciada em relação a quem ainda não possui ações da empresa.

Direitos de subscrição: entenda melhor o que são e como funcionam

Um evento relativamente comum no mercado de ações e que pouca gente conhece em detalhes o seu funcionamento é a subscrição. De fato, em muitas ocasiões as empresas desejam aumentar o seu capital social e concedem aos seus acionistas um direito de subscrição de novas ações, proporcional às já possuídas.

Isso significa que os acionistas têm uma espécie de direito de preferência na compra das novas ações. Como muitas vezes o preço de venda das novas ações fica abaixo das cotações de mercado dos papéis, isso significa um benefício para os acionistas atuais, que pode ser considerado quando o retorno total do investimento é contabilizado.

Como funciona
Quando a empresa lança uma subscrição de ações, ela anuncia uma série de condições, sendo as principais o número de ações colocadas à venda e o preço de subscrição destes papéis, que resultam no valor total da operação, além do cronograma da subscrição. Assim, o acionista acaba sendo informado de duas variáveis importantes: qual a proporção de novas ações que sua posição já existente dará direito e a qual preço elas estão sendo oferecidas.

Vamos imaginar uma empresa com capital atual de R$ 1 bilhão, composto por 250 milhões de ações valendo R$ 4,00 cada. A empresa agora decide aumentar seu capital em R$ 500 milhões, com as novas ações sendo ofertadas a R$ 3,50 cada. Neste caso, cada acionista terá direito a subscrever ações equivalentes a 50% de sua posição atual, a um preço abaixo do valor de mercado, o que certamente significa um benefício.

Porém, o acionista atual não é obrigado a participar da subscrição. Quando do último dia "com" da subscrição, o acionista receberá um direito de subscrição, que equivale ao direito de participar da subscrição, e que pode ser, dentro de um intervalo de tempo definido pela empresa, negociado na bolsa.

Negociação dos direitos
Neste ponto, os direitos passam a ser negociados de forma separada da ação, ou seja, como mais um papel na bolsa. Assim, quem tinha um papel, a ação original da empresa antes da subscrição, passa a ter dois: a ação e o direito, que geralmente negocia como as quatro letras do código da ação seguido pelo número 1 ou 2 e que pode ser exercido ou vendido para outro investidor.

Estes direitos são negociados por um prazo pré-determinado, geralmente trinta dias, dando ao acionista a opção de exerce-lo, ou seja, entrar com os recursos e participar da subscrição ao preço anunciado pela empresa, ou simplesmente negociar estes direitos com outro investidor. No caso dos direitos permitirem a compra das ações a um preço abaixo de mercado, eles têm valor, que aumenta proporcionalmente com a diferença entre os dois preços (a vista e de subscrição).

Sobras de subscrição e dividendos
Como muitas vezes nem todos os direitos são exercidos, existe o que conhecido na bolsa como sobras de subscrição, que são novamente oferecidas pela empresa ao mercado. Isso permite que a empresa alcance o montante inicialmente desejado na subscrição de ações.

Para quem exerce os direitos e adquire as novas ações na subscrição, vale sempre a pena checar se elas terão direito à distribuição dos últimos dividendos ou juros sobre o capital próprio, caso seja o caso. Se estes novos papéis não tiverem direito a estes proventos em dinheiro, serão negociados de forma diferenciada até que os proventos sejam distribuídos, o que implica, inclusive, em um código de negociação diferente do original.

Entenda o que significa e como a bonificação afeta o seu investimento em ações

Uma reação muito comum dos investidores quando se depararam com o conceito de bonificação é acreditar que este evento acaba influenciando a rentabilidade de suas ações. Afinal de contas, o raciocínio é que agora, além das ações que ele já tinha, a empresa anunciou a distribuição gratuita de novas ações a seus acionistas.

No entanto, a distribuição de bonificações em ações geralmente não traz um efeito positivo sobre a posição em ações do investidor, já que o aumento na quantidade de papéis acaba sendo compensado pela queda no preço dos mesmos. Portanto, ter 400 ações a R$ 50 cada, ou 500 a R$ 40 cada faz pouca diferença, já que o valor da posição, de R$ 20.000, segue o mesmo.

O que é a bonificação
Em termos técnicos, a bonificação em ações pode ser descrita como a distribuição de resultados da empresa através da emissão de novas ações, realizada quando da incorporação de reservas ao capital social. Estes novos papéis são distribuídos gratuitamente aos acionistas, sempre na proporção da quantidade de ações que o acionista já possuía.

Neste sentido, a bonificação aumenta o capital social e a quantidade de ações da empresa, porém sem alterar o valor do patrimônio líquido, já que as reservas fazem parte do patrimônio da companhia. Deste modo, isso explica porque não existe alteração no valor possuído por cada acionista, pois, na prática, a empresa não vale mais por conta deste evento.

Vale lembrar, contudo, que o mercado criou uma terminologia para denominar a ação que é distribuída sob a forma de bonificação: é o filhote.

Desdobramentos e grupamentos: como eles afetam o valor de suas ações

Embora acabem criando dúvidas para alguns investidores, os desdobramentos e grupamentos trazem, na maioria dos casos, pouco efeito sobre o valor efetivo do investimento em ações. Mas será que você conhece bem o que são estes conceitos e como eles funcionam?

O desdobramento, também conhecido pelo termo inglês split nada mais é do que uma divisão de uma ação em várias. Por exemplo, se uma ação atingiu um patamar de preço considerado caro pelos investidores, a empresa pode optar por dividir a ação em duas, três, ou qualquer outra proporção.

Já o grupamento, ou inplit ou reverse split, é exatamente o inverso, ou seja, o número de ações diminui, de forma que duas, três ou mais ações sejam grupadas em uma. Porém, vale a pena entender que, apesar do investidor estar agora da posse de mais ações, o valor de seu investimento não se altera.

Na prática, valor do investimento não muda
Um ponto importante a ser destacado é que, na prática, o grupamento ou desdobramento em si não afeta o valor do investimento. Por exemplo, um investidor que tivesse 50 ações com valor de R$ 100 cada uma, antes de um desdobramento de 5 por 1, teria R$ 5.000 aplicados nesta ação.

Após o desdobramento o valor investido segue o mesmo, porém sendo resultado agora da posse de 250 ações a R$ 20 cada uma. Em outras palavras, um desdobramento de 5 por 1 significa que para cada ação existente será transformada em 5 novas ações cujo valor equivale a 1/5 do valor da ação original!

O mesmo ocorre com o capital social da empresa, que segue inalterado, embora a quantidade de ações tenha aumentado cinco vezes, compensado, porém, por um preço cinco vezes menor dos papéis.

Objetivo da operação
Dois são os principais objetivos por trás dos desdobramentos e grupamentos. O principal, que explica boa parte dos desdobramentos no Brasil e no resto do mundo, é que o valor da ação pode ter alcançado um patamar de preço elevado, o que pode reduzir sua base de investidores.

Por exemplo, a ação da empresa X atingiu R$ 300, e o seu lote mínimo de negociação é de 100 ações. Isso implica que o investidor, para poder comprar o papel no mercado não fracionário, teria que dispor de R$ 30.000. Caso a empresa decida por um desdobramento de seis por um, o valor mínimo cai para R$ 5.000, o que pode ampliar a base de investidores.

Este aumento da base de compradores pode, por sua vez, favorecer as ações, já que agora existem mais investidores aptos do que antes, a investir no papel, o que, eventualmente, pode contribuir para uma alta na ação. Em mercados com forte participação de investidores pessoa física, como o norte-americano, por exemplo, este tipo de reação do mercado é bastante comum.

Ajuste do lote de ações
Outro motivo, desta vez para os grupamentos, é buscar alterar o lote de negociação de ações. Durante muito tempo, boa parte das ações negociadas na Bovespa era "precificada" por lote de mil, ou seja, a cotação da ação na verdade se referia a mil papéis e não a uma ação. No entanto, esta situação passou a mudar desde 2003.

Com o objetivo da CVM e da Bovespa de facilitar o funcionamento do mercado de ações, as empresas foram aconselhadas a mudar para lote unitário, o que tem levado a um número elevado de grupamentos. Em parte dos casos as empresas decidem simplesmente mudar o lote de mil para unitário e manter o preço ao qual o mercado já estava acostumado, que passa a corresponder agora a uma ação. Assim, se 1.000 ações valiam R$ 25,00, agora uma ação vale o mesmo, após um grupamento de 1.000 por uma.

Já em outros casos, as empresas decidem mudar também os preços, de forma que são realizados grupamentos em outras proporções que não seja de 1.000 para um. Vale destacar que, em boa parte dos mercados internacionais, como os europeus e norte-americanos, a maioria das ações negocia em patamares entre US$ 1 e US$ 100 (EUA) e 10 e 100 euros (Europa).

Isso facilita a vida do investidor, ao contrário do que ainda ocorre no Brasil, onde muitas vezes 1.000 ações de uma empresa são negociadas a R$ 0,50, enquanto uma ação de outra negocia a R$ 250, o que traz certa confusão para o investidor que está começando no mercado. Nada como simplicidade para atrair um número maior de investidores.

Conheça as diferenças entre os indicadores de dividend yield e dividend payout

Para muitos investidores, principalmente aqueles de perfil mais conservador, a escolha do melhor investimento no mercado de ações passa pela análise da política de dividendos da empresa.

Além de ser um importante indicador de como a empresa se relaciona com seus acionistas, a distribuição de proventos em dinheiro, como dividendos ou juros sobre o capital próprio, pode impulsionar de forma significativa a rentabilidade do investimento em ações.

Para analisar e comparar as políticas de distribuição de diversas empresas, dois indicadores são bastante utilizados: o dividend payout, ou proporção de pagamento de dividendos, e o dividend yield, ou retorno de dividendos. Neste contexto, vale a pena explicar as diferenças entre eles.

Dividend payout
O dividend payout é um importante indicador da política de dividendos de uma empresa. Ele é calculado como a proporção dos lucros da empresa que são distribuídos na forma de proventos em dinheiro e, em geral, é determinado pela própria empresa, em seus estatutos.

Assim, uma empresa que aplica uma política de payout de 50%, irá distribuir aos seus acionistas metade dos lucros obtidos em um determinado período. Por exemplo, a Cemig, estatal mineira no segmento de energia elétrica adotou em 2004 uma política de payout de 50%. Isso significa que metade do lucro líquido da empresa será distribuída aos acionistas, com o restante sendo retido para diversos fins, principalmente o financiamento de novos investimentos.

Em geral, o dividend payout varia de acordo com o estágio de evolução e as oportunidades de investimento de cada companhia. Em geral, as empresas mais maduras e com menos necessidade de investimentos costumam distribuir uma parcela maior de seus lucros na forma de proventos. No mercado brasileiro, podemos citar como exemplos desse tipo de empresa a Telesp e a Souza Cruz. Já empresas em expansão tendem a pagar uma parcela menor, pois utilizam os recursos para suportar seus planos de investimento e expansão.

Dividend yield
Já o dividend yield não trabalha somente com os dados referentes a quanto foi distribuído em proventos, mas avalia o quanto isso representa em relação ao preço da ação. De certa forma, o conceito é similar ao utilizado no mercado de renda fixa, onde o montante pago em juros representa uma proporção do montante investido, ou seja, a taxa de juro.

No caso do dividend yield, ou retorno de dividendos, o indicador é calculado em duas etapas. Inicialmente, são acumulados todos os proventos pagos em um determinado período, sendo mais comum os últimos doze meses. Assim, se nos últimos doze meses a empresa pagou dividendos de R$ 1,00 por ação e juros sobre o capital próprio de R$ 1,50, o acumulado é de R$ 2,50 por ação.

A segunda etapa consiste em comparar o que este valor representa em relação ao valor da ação. Se o papel está sendo negociado a R$ 25,00, o retorno de dividendos é de 10%, ou seja, os R$ 2,50 pagos em proventos nos últimos doze meses divididos pelo valor da ação (R$ 25,00). Deste modo, pode ser avaliado o quanto, em termos relativos, a ação rendeu em proventos para seus acionistas.

Vale a pena analisar os dois indicadores
Assim, para escolher o melhor papel em termos de distribuição de proventos, vale a pena acompanhar os dois indicadores. Para ser beneficiado pelo payout, o investidor tem que analisar ações com uma previsão de lucro por ação elevado e também com uma proporção de distribuição atraente.

Já o dividend yield pode ser distorcido por diversos fatores, principalmente fortes valorizações ou quedas da ação. Imagine no exemplo anterior que os papéis da empresa que pagou R$ 2,50 em proventos não valham mais R$ 25,00, mas R$ 12,50. Isso indicaria um retorno de dividendos de 20%, porém causado não por uma maior distribuição de proventos, mas sim por uma queda na cotação da ação, o que certamente distorce a comparação!

Política de distribuição de proventos ganha importância na escolha da melhor ação

Com a melhora generalizada nos padrões de governança corporativa no mercado brasileiro, as questões referentes à política de distribuição de dividendos das empresas ganham maior importância. Embora a Lei das Sociedades Anônimas determine que pelo menos 25% do lucro líquido seja distribuído, os montantes, freqüência e características dos proventos varia bastante entre as empresas.

A decisão de quanto pagar em dividendos para os acionistas vai depender do estabelecido no estatuto de cada empresa, desde é claro, que isso respeite a Lei das S.A. Porém, vários fatores definem as práticas adotadas por cada empresa, sobretudo relacionada ao perfil da companhia.

Entendendo melhor cada empresa
Antes de tudo, é preciso entender que existem no mercado acionário, basicamente, dois grupos distintos de empresas. As empresas do tipo "crescimento ou growth" e as empresas de "renda ou income".

No primeiro grupo estão empresas que iniciaram suas atividades recentemente e que mostram forte crescimento, ou seja, ainda não consolidaram seu patamar de rentabilidade. Assim, estas empresas possibilitam ganhos aos investidores com base no potencial de valorização das ações, mais do que na renda que irão gerar através do pagamento de dividendos. Neste grupo podemos incluir a maioria das empresas de tecnologia e telecomunicações, por exemplo.

Boas pagadoras de proventos
Por outro lado, existem empresas que adotam uma política mais agressiva de dividendos, pagando dividendos constantemente e sempre acima do mínimo previsto. Através desta estratégia, estas empresas buscam atrair para sua base de acionistas um grupo de investidores distinto, com perfil mais conservador.

Estes investidores analisam a compra das ações destas empresas menos pelo seu potencial de valorização e mais pela renda gerada. Exatamente por isto, o investimento é comparável em risco e retorno com aplicações em renda fixa. Neste grupo estão os bancos, por exemplo, que pagam dividendos inúmeras vezes ao ano.

Perfil da empresa deve ser analisado
Assim, a decisão final vai depender não somente da rentabilidade da empresa, porém também de sua estratégia para o seu chamado free capital. Afinal, se o setor em que atua não possui muitas oportunidades de crescimento, seja via aquisição ou não, vale mais a pena distribuir o excedente do lucro através da distribuição de dividendos adicionais do que incorporá-lo à reserva.

Por sua vez, se existem inúmeras oportunidades de crescimento, o retorno final para o acionista pode ser maior se a empresa usar o excesso que poderia pagar em dividendos adicionais na compra de outro negócio. Neste caso, o investidor estaria trocando o retorno através de investimento pelo de apreciação no valor da ação.

Periodicidade varia bastante
Além dos valores distribuídos, também a periodicidade na qual são distribuídos os proventos variam bastante entre as empresas. No caso brasileiro, a maioria das empresas anuncia proventos uma ou duas vezes ao ano, considerando os resultados obtidos no ano ou no semestre.

No entanto, existem também empresas que adotam uma política de distribuição trimestral, como a Gerdau, por exemplo, ou mesmo mensal, como é o caso principalmente dos bancos, como Bradesco e Itaú.

Para o investidor, um dos pontos mais importantes, além do valor, é a previsibilidade do anúncio e distribuição, o que facilita a análise do investimento e reduz dúvidas em relação à política adotada pela empresa. Neste sentido, o mercado tem registrado avanços significativos, com empresa, como Vale do Rio Doce, Petrobrás, Cemig, e outras, adotando regras bastante claras e transparentes.

Distribuir altos dividendos atrai acionistas, mas pode ser prejudicial à empresa

Quando um investidor decide comprar uma ação, ele é recompensado através de duas formas, pela valorização da ação no tempo e pela distribuição de proventos em dinheiro, como dividendos e juros sobre capital próprio (JCP). De fato, cada vez mais o volume de proventos distribuído é valorizado pelo acionista e considerado um indicativo do grau de compromisso da empresa com o mercado.

As ações das empresas que possuem uma política de maior distribuição de dividendos e juros conseguem, em geral, atrair um número maior de investidores. Por outro lado, existe um elemento desfavorável, já que essas companhias utilizam uma fatia dos lucros retidos que poderia ser utilizada no financiamento de novos projetos para pagar os acionistas. Tais projetos poderiam render mais e inclusive aumentar o valor da companhia e conseqüentemente da ação.

Investidor quer bons dividendos
Entre a promessa de valorização das ações no futuro, com os investimentos em novos projetos, ou a entrada de caixa periodicamente, via dividendos, o investidor geralmente tem escolhido este último. Nem sempre o investidor está disposto a esperar tanto pelo retorno do dinheiro que aplicou. Assim, o volume de proventos torna-se relevante.

Não apenas o montante, como também a consistência dos pagamentos é importante. Isso porque não adianta um pagamento expressivo em um ano e nenhum tipo de remuneração no ano seguinte. O acionista valoriza quando recebe pagamentos com regularidade e com um volume mínimo garantido.

É preciso investir na empresa
Entretanto, distribuir montantes elevados de dividendos pode ser prejudicial à empresa. Com raras exceções, as empresas precisam realizar os investimentos necessários para continuar crescendo no seu negócio principal. Isto é, o pagamento de dividendos não pode sacrificar a evolução do empreendimento. Vale lembrar que o lucro retido é uma forma menos onerosa de financiamento da empresa.

Quando as empresas adotam uma política agressiva de dividendos, cresce o número de investidores interessados em suas ações, que trazem mais recursos para as companhias. Além disso, existe uma redução da volatilidade das cotações e vantagens futuras para a evolução do mercado de capitais brasileiro.

Conhecer a política de dividendos da empresa
A empresa deve tentar otimizar seus gastos com proventos, de modo que possam atrair acionistas, mas, ao mesmo tempo, que não sacrifiquem os investimentos em suas operações. Vale lembrar que a companhia não tem total liberdade com relação ao pagamento de proventos, pois existem normas que visam assegurar um mínimo para o acionista, como o intervalo máximo entre os pagamentos.

Mesmo com essas normas, é importante conhecer a política de dividendos da empresa antes de adquirir sua ação. Na grande maioria das vezes essa informação pode ser obtida no Estatuto Social da empresa, que pode ser consultado através do próprio site da companhia, na sessão "relações com investidores". Dados como intervalo de pagamento e volume mínimo distribuído podem estar disponíveis, mas as perspectivas de crescimento da empresa também interferem na distribuição de proventos. Se estiver com dúvidas, é importante tentar se informar, para tomar a decisão de aplicação mais adequada com o seu perfil.

Dividend Yield: conheça como ganhar mais no mercado de ações

Você sabe o que é o dividend yield? Alguns investidores entram no mercado de ações esperando obter lucros apenas a partir da oscilação dos preços das ações, comprando na baixa e vendendo na alta. Mas existe uma outra forma de obter ganhos através do mercado de ações.

Ao adquirir uma ação, o acionista passa a ter o direito de receber parte dos lucros da empresa emissora do ativo. Esta parcela do lucro, distribuída periodicamente conforme decidido pelo Conselho Administrativo da empresa, é chamada de provento, e é composta pelo pagamento de dividendos ou juros sobre capital próprio, e a relação entre os proventos pagos em dinheiro por uma empresa e a cotação das ações desta empresa no mercado de ações é conhecida por dividend yield.

De maneira simplificada, pode-se dizer que este indicador irá expressar qual foi o retorno relativo, ou seja, percentual, em dinheiro que o investidor obteve a partir do pagamento dos proventos.

Calculando o dividend yield
A fórmula para o cálculo do dividend yield é bastante simples. Basta dividir o valor do provento por ação em um determinado período de tempo pelo preço da ação e multiplicar por 100. Assim, caso você tenha feito uma compra de 10 ações da empresa A, e no dia do pagamento deste dividendo suas ações estejam valendo R$ 100, e esta empresa lhe pagou dividendos anuais no valor de R$ 15 por ação, então o dividend yield da empresa A será de 15%.

Assim, podemos dizer que para cada ação que você adquiriu da empresa A, você obteve um retorno de 15% caso tenha ficado com o papel até o pagamento do provento. Entretanto, caso o investidor tenha realizado diversas compras do mesmo ativo em períodos diferentes, uma maneira de adequar as oscilações do preço da ação para o cálculo é fazer uma média ponderada dos preços pela quantidade para obter o preço médio da ação.

O mercado e o dividend yield
Um ponto interessante do yield é que ele funciona como um balizador para a queda de preço das ações. Note que se uma empresa tiver perspectivas de pagar dividendos de R$ 10 por ação, esta ação provavelmente não irá custar R$ 15 ou R$ 20, pois o seu retorno seria muito alto e conseqüentemente a demanda por ela aumentaria, aumentando também seu preço.

Entretanto, vale lembrar que como o dividend yield é uma medida de relação direta com o preço da ação, yields muito elevados podem ser reflexo de cotações muito baixas, o que pode evidenciar um mercado financeiro fraco.

Estudos mostram que a relação entre dividendo e preço no Brasil em 1998 era de 7,8%, enquanto que nos EUA era de 1,3% Atualmente, essa relação se mantém estável nos Estados Unidos, mas caiu para 4,3% no Brasil, embora algumas fontes citem 5% para as empresas brasileiras nos últimos anos.

Reinvestindo os proventos
Vejamos agora um exemplo de como obter ainda mais lucro com os proventos pagos pelas empresas. Uma maneira de ampliar ainda mais seu capital é através do re-investimento dos proventos recebidos, por exemplo, adquirir mais ações da empresa que lhe pagou o provento.

Suponha que você tenha adquirido 100 ações da empresa A por R$ 20 cada uma, seu investimento inicial portanto foi de R$ 2.000, suponha também que esta empresa paga em média, 5% de dividendo ao ano, como é o caso de alguns bancos. Além disso, devemos considerar também a valorização que as ações têm no ano, vamos supor 10% ao ano, embora o Ibovespa, nos últimos 5 anos, tenha se valorizado, em média, 8% ao ano.

Pois bem, ao final do primeiro ano você não recebeu proventos, mas já no segundo ano, além de obter o ganho com a valorização do papel, que subiu 10%, e passou a ser cotado a R$ 22, você acumulou lucro de R$ 110 somente com o pagamento de proventos, o que lhe permitiu adquirir mais 5 ações. Portanto lembre que agora você possui 105 ações da empresa A .

Assim, no terceiro ano, com mais 10% de valorização das ações, e com proventos de 5% você recebeu R$ 127,05 e comprou mais 5,3 ações, de forma que ao final de 5 anos adotando esta estratégia você terá conseguido 121,6 ações que estarão valendo R$ 29,28, o que lhe dará um montante de R$ 3.559. Ou seja, seu investimento inicial de R$ 2.000 cresceu cerca de 15,6% ao ano, apenas com o re-investimento dos proventos e da valorização das ações.

Telesp fixa tem o maior dividend yield do mercado
Assim, para carteiras de longo prazo, é interessante adquirir ações que, além de apresentarem bons fundamentos e liquidez, também proporcionem um dividend yield atrativo. Caso as ações não se valorizem muito, você poderá comprar mais ações com o pagamento de proventos, mas se elas se valorizarem, embora você compre menos ações, você tem a vantagem de ter papéis mais caros, de forma que um ponto compensa o outro.

Fundos de dividendos: boa alternativa para começar no mercado de ações

A compra direta de ações não é única alternativa para o investidor que quer aplicar nas ações de empresas com bom histórico no pagamento de proventos, como dividendos ou juros sobre o capital próprio. Estão se tornando cada vez mais comuns os fundos de dividendos, o que representa uma alternativa interessante para quem quer explorar este segmento.

Os fundos de dividendos centralizam boa parte da composição de suas carteiras em ações de empresas com boas perspectivas de pagamentos de proventos. As ações geralmente são escolhidas por seu histórico recente e/ou pela expectativa de distribuição mais agressiva de benefícios aos seus acionistas.

Diversificação de carteira
Assim como a grande maioria dos fundos de investimento em ações, os fundos de dividendos permitem que o investidor obtenha um bom perfil de diversificação sem ter que aplicar uma grande quantidade de dinheiro. De fato, não é difícil identificar quais são as ações que pagam mais dividendos, mas o ideal é sempre montar uma carteira diversificada.

Assim, ao invés de concentrar os recursos em um ou dois papéis de empresas com boas perspectivas de dividendos, o investidor pode simultaneamente aplicar em diversas ações e se beneficiar do fato de que seu dinheiro está sendo administrado por um profissional do mercado, que é especializado no assunto e acompanha de perto o sobe e desce das bolsas!

Vale sempre lembrar que a diversificação é importante, porque uma carteira composta por diversas ações acaba reduzindo os riscos do investimento em ações, sem que isso tenha um impacto negativo sobre a rentabilidade. Afinal de contas, o velho ditado já dizia: "nunca ponha todos os seus ovos em uma cesta só".

Aplicação a partir de R$ 1.000
A popularização dos fundos de dividendos é evidenciada pelo fato de que grande parte dos maiores gestores de recursos já oferece esta alternativa de investimento a seus clientes. O maior fundo do segmento, considerando o patrimônio líquido investido, é o Itaú Ace Dividendos, com destaque também para o Safra Multi Dividendos e o BB Top Ações Dividendos.

Estes fundos variam bastante no que diz respeito às taxas de administração e volume mínimo de investimento, com opções para todos os gostos e bolsos, desde R$ 1.000 até R$ 50.000. Neste sentido, vale a pena consultar as diversas opções disponíveis e escolher a melhor combinação entre taxa e montante mínimo que se encaixa com o seu perfil.

Ao analisar a melhor alternativa, vale sempre a pena estudar com atenção a composição das carteiras, já que é ela que irá determinar tanto a rentabilidade como o risco que você corre quando investe neste tipo de investimento. Neste sentido, busque sempre investir através de gestores que prezem a transparência das informações, evitando "surpresas" desagradáveis.

Saiba como montar sua carteira baseada no reinvestimento de dividendos

No último dia 23 de setembro, a Vale do Rio Doce anunciou o início do seu programa de re-investimentos em ações, visando elevar a formação de poupança, se juntando a companhias como os bancos Itaú e Bradesco neste que é um programa relativamente novo no país. Mas você sabe como montar uma carteira de investimentos baseado no critério de re-investimento de proventos?

O investimento através dos Planos de Reinvestimento dos Dividendos (PRD) consiste em reinvestir todos os lucros e dividendos recebidos em sua própria carteira. Embora essa prática não seja amplamente utilizada pelos investidores brasileiros, nos EUA ela já é bastante disseminada e recomendada por analistas.

Considerado uma sólida estratégia de investimento, tanto para investidores mais experientes quanto para investidores iniciantes, os PRDs também representam um bom modo de poupar dinheiro, já que crescem constantemente com um mínimo de necessidade de intervenção.

Como começar?
Para montar seu portfólio baseado em PRDs, primeiro é preciso identificar as companhias que permitem o investimento direto em ações através de dividendos, no caso brasileiro podemos citar as empresas já mencionadas anteriormente. Em seguida, é preciso saber quais as regras que as empresas estipulam para se participar do PRD, ou seja, se cobram taxas ou comissões. Estas taxas podem ser iniciais, adicionais ou mesmo a taxa para re-investimento automático de ações.

Outro ponto importante é que o investidor que estiver considerando adotar esta estratégia deve contatar a empresa escolhida para conhecer os detalhes do seu plano de PRD, já que estes planos podem variar de empresa para empresa. Além da estrutura de taxas, o investidor também deve saber sobre o investimento mínimo e máximo e a programação dos pagamentos de dividendos.

Atenção ao PRD escolhido
Apesar dos PRDs serem considerados como uma sólida estratégia de investimentos por peritos da área, um determinado PRD pode não ser o ideal para seus objetivos. Por isso, recomenda-se que o investidor pesquise a empresa para ter certeza de que o perfil da mesma é adequado ao perfil do seu portfólio.

Além disso, é muito importante certificar-se de que o PRD escolhido não é muito arriscado para seu perfil. Desta forma, procure saber se ele vem crescendo ao longo do tempo. Por isso, procure administrar os risco de seu portfólio, lembrando que a diversificação, principalmente entre setores, é fundamental para a redução do risco inerente ao mercado acionário.

Desmontando a carteira
Além de saber definir sua carteira baseada nos PRDs, é preciso saber também o momento propício para se desfazer dela. Por isso, analistas afirmam que é muito importante manter registros dos seus PRDs,.

Esta é uma maneira de saber qual a sua base de custo e qual o desempenho do seu PRD ao longo do tempo. Outro ponto relevante a ser considerado no momento de se desfazer da carteira são os impostos. Por representarem um ônus significativo sobre o rendimento da carteira, o volume de impostos deverá ser devidamente calculado.



 
Referência: InfoMoney
Autor: Equipe InfoMoney
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