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Filhos - Gestão do dinheiro: como evitar que seus filhos acabem com seu legado 

Data: 03/10/2008

 
 

Quem tem filhos e uma quantia considerável de dinheiro entende o que o dito popular da Arábia Saudita quer dizer: "primeiro vem o fogo, depois a fumaça e, por último, as cinzas". Ela significa que a primeira geração constrói a fortuna; a segunda tenta, com dificuldade, administrá-la; e a terceira a destrói.

"Já trabalhei com dezenas de empresas familiares, de 16 países diferentes. O questionamento é sempre o mesmo: será que a fortuna que trabalhei tanto para construir não será destruída pelas decisões erradas dos meus filhos? Será que as próximas gerações de minha família entenderão os imensos sacrifícios que foram feitos?", explicou Dana Telford, consultor sênior da Owner Managed Business Institute, especializado em governança familiar e planejamento da sucessão.

Durante palestra na 42ª Convenção Abras (Associação Brasileira de Supermercados), realizada na semana passada, Telford lembrou de um rapaz que, de uma hora para outra, herdou muito dinheiro. Em sete anos, por conta de seu estilo de vida, perdeu US$ 300 bilhões. "Quando você tem dinheiro, aparecem muitos amigos; esses amigos deram conselhos errados a ele", contou.

O que você ensina sem perceber

Se quiser evitar que seus filhos destruam seu legado, duas coisas são fundamentais, segundo o especialista. A primeira é a transparência. "Não dá certo ter muitos segredos na família", garantiu. A outra é a meritocracia, que significa que as pessoas ganham somente o que merecem. "Se quer algo, faça por merecer. Não pense que irá receber milhões, somente porque é parente de um empresário bem-sucedido".

Para tanto, é essencial mostrar aos filhos o que o dinheiro representa para você.

Mas, o que ele representa para você?

As possibilidades de respostas são inúmeras. Dinheiro pode ser uma ferramenta dinâmica, subjetiva e relativa; um meio para alcançar um fim; a meta final de sua vida; um recurso necessário para ajudar as pessoas ao seu redor e a sociedade; uma solução; ou uma fonte de dor de cabeça.

A segunda pergunta a ser feita é: qual é seu objetivo de vida? É apenas juntar dinheiro? É ajudar ao próximo? Pense nas respostas e reflita sobre o que está passando aos seus filhos, ensinando. O que você demonstra ser importante? Você demonstra ser um mero consumidor, ou um gerador de dinheiro para sua família e para outras pessoas? Se é empresário, você dá valor para as crenças e a reputação de sua empresa?

"Ao fazer isso, não se esqueça que crianças e adolescentes são muito espertos. Espertos o bastante para saber que o que importa não é aquilo que você diz, mas o que faz".

A hora certa de falar sobre dinheiro

Você já deve ter se perguntado: quando falar de dinheiro com os filhos? Com que idade eles já estão maduros o suficiente para saber o quanto a família possui de dinheiro e como este é administrado? A resposta certa: não existe uma idade certa. O fato é que algumas pessoas amadurecem mais cedo e outras mais tarde.

"Conheci uma empresária de 80 anos que tinha quatro filhos e muitos netos. Descobri que, no meio desses netos, havia um chamado Garret, que era a ovelha negra da família. Ele era rebelde demais e sempre tomava as decisões erradas. Perguntei à empresária: o que acha de Garret? Ela respondeu: ele ainda está subindo aquela montanha. Que montanha? - indaguei".

"A empresária respondeu: você já subiu. É a montanha da vida. Enquanto subimos, cometemos erros, mas acertamos também. Alguns começam a escalar aos 13 anos e chegam ao topo aos 18. Outros começam com dez e aos 30 ainda não chegaram ao topo. A única forma de saber se chegamos ao fim dela é olhando para baixo e enxergando o quanto aprendemos. Garret ainda está subindo, então não posso confiar informações importantes a ele".

Falar sobre dinheiro com os filhos é um passo fundamental. É claro que melhor cedo do que tarde, mas não se esqueça do bom senso. Se não consegue julgar a maturidade de seus filhos, pergunte a opinião de outras pessoas que os conhecem.

A comunicação eficaz

Para implementar uma comunicação eficaz na sua família, comece aprendendo a ser um bom ouvinte. Lembre-se de que a comunicação deve ser freqüente, consistente e persistente. É possível planejar eventos de comunicação, em prol da regularidade. Assim, realize "reuniões" semanais com seus filhos para contar como vão os negócios da família. O diálogo deve ser sempre aberto, direto, claro e honesto. Evite ao máximo segredos e surpresas e seja consistente, isto é, nunca prometa o que não irá cumprir.

E não se esqueça de que essa comunicação envolve não somente seus filhos, como também suas noras e seus genros. "Os empresários costumam pensar: estão trazendo uma pessoa de fora para minha família, como saber se posso confiar? Você não tem certeza de que pode confiar e, provavelmente, nunca irá confiar. Mas é importante integrar esses parentes, fazer com que eles também se sintam parte do sistema. Não abra todo o jogo a eles, mas fale o que puder. Querendo ou não, são eles que irão criar seus netos e mostrar a eles a importância do seu legado", finaliza Telford.

Não crie filhos acomodados

Segundo Telford, é essencial não facilitar demais as coisas para seus filhos. "Se seu filho se tornar um adulto acomodado, não terá força de vontade para trabalhar, criar algo".

"Um dia, perguntei ao herdeiro de um grande empresário brasileiro: o que faria se seu pai morresse? Ele respondeu: eu venderia a empresa dele em um piscar de olhos! Então questionei: por qual motivo? Ele respondeu: porque esse negócio me lembra que meu pai nunca foi a um jogo de futebol comigo e nunca me ajudou com a lição de casa. O herdeiro tinha uma visão muito negativa da empresa. Ele não sabia que seu pai passava as noites no escritório tentando fazer o negócio dar certo. Ele não sabia que seu pai empregava muitas pessoas, que era responsável por elas", disse.

Por isso, é importante contar aos seus descendentes a sua vida, tudo que fez para chegar aonde chegou. Caso contrário, eles pensarão que têm direito a fazer o que quiserem, porque já nasceram ricos e tiveram uma vida mais fácil. Mesmo que não queiram manter os negócios da família, mostre a importância da conquista.

"Temos que ensinar nossos filhos a viverem uma vida plena de alegrias, repleta de propostas e objetivos. Essa deve ser a meta de todo pai".



 
Referência: InfoMoney
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