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Investimentos / Fundos - Pequeno investidor já tem acesso a estratégias quantitativas 

Data: 04/07/2010

 
 
Algoritmos usados para a negociação de ações por computador passam a ser oferecidos também para pessoas físicas

Ágora: algoritmos para pessoa física disponíveis na mesa de operações

Operações automáticas, realizadas por computadores em milésimos de segundo, não são mais novidade no mercado financeiro. E, recentemente, também deixaram de ser exclusividade de grandes fundos e investidores institucionais. Algumas corretoras brasileiras já oferecem para pessoas físicas a possibilidade de executar estratégias mais complexas por meio de modelos matemáticos, semelhantes àqueles usados pelos fundos quantitativos. O serviço ainda é novo e voltado para investidores mais experientes, que operam grandes volumes, mas as corretoras apostam no crescimento da procura e de uma relativa popularização no uso desses algoritmos.

Os modelos vêm sendo desenvolvidos pelas próprias corretoras e destinam-se à execução rápida de estratégias quantitativas que requeiram maior sofisticação e velocidade de operação. Na realidade, para terem sucesso, essas transações envolvem várias operações simultâneas de compra e venda em quantidades e preços determinados. O investidor define a estratégia que quer utilizar e insere seus parâmetros - a faixa de preço na qual deseja operar e a quantidade de ativos que quer comprar ou vender - e deixa o computador fazer o trabalho. O uso dos algoritmos é particularmente interessante para quem investe hoje com base em análise técnica, já que, num futuro próximo, ficará muito difícil que o homem consiga ser mais rápido que a máquina na tarefa de identificar bons pontos de entrada e saída da bolsa.

De acordo com Mônica Saccarelli, diretora do Link Trade, o home broker da Link Investimentos, a atuação dos grandes fundos e investidores institucionais por meio desses robôs acabou impulsionando o investidor pessoa física mais qualificado a também aderir aos algoritmos. Consequentemente, as corretoras passaram a oferecer o serviço a esses investidores individuais. "No começo, a procura foi meio tímida, mas quem gosta de operar volatilidade logo sentiu dificuldade de executar manualmente suas estratégias frente à velocidade das operações realizadas por esses grandes investidores por meio dos algoritmos", diz.

Essa demanda começou a se tornar realmente expressiva no ano passado, que foi quando a Link passou a oferecer o serviço para a pessoa física. Outras corretoras começaram a investir nesse tipo de algoritmo mais recentemente. Na Ágora, que já oferece algoritmos sofisticados para clientes institucionais há três anos, a procura dos investidores individuais cresceu há cerca de seis meses. Na Coinvalores, o serviço passou a ser oferecido há três meses. E há cerca de um mês, a SLW também entrou nessa seara. "O mercado teve, nos últimos anos, uma grande expansão do investidor pessoa física, e, com o amadurecimento desse investidor, é normal que ele busque operações e estratégias mais estruturadas e diferenciadas", avalia Francisco Nogueira, operador da Coinvalores.

Um modelo para cada estratégia

Os algoritmos são usados para operar volatilidade e distorções de preços de ativos, operações que já eram realizadas pelos investidores mais experientes mesmo antes da oferta desse serviço. A diferença agora está na agilidade e na eficiência: os modelos matemáticos são capazes de detectar tendências de alta ou baixa, os momentos de entrada e saída do mercado e os melhores preços de ativos para atender às especificações do investidor, aumentando as chances de sucesso e minimizando os riscos.

As operações mais comuns no segmento pessoa física têm nomes complexos: as arbitragens, as travas de opções e borboletas, os financiamentos e a colocação de ordens via melhor oferta (best offer). Além disso, algumas corretoras já oferecem operações antes só disponíveis no segmento institucional. É o caso da execução de ordens por tempo (TWAP), com parcelamento constante de execução da ordem ao longo do tempo, e da execução de ordens em função do volume do mercado (VWAP), buscando o preço médio em um determinado período, de acordo com o volume do mercado.

Para cada estratégia, as corretoras disponibilizam um tipo de algoritmo padrão. Embora já seja possível no segmento institucional, a customização ainda não é viável para os investidores individuais. Mesmo assim, as corretoras afirmam que não há risco de uma distorção artificial nos preços dos ativos devido ao fato de haver muitos investidores usando um mesmo algoritmo para determinado tipo de operação. "Não ocorre distorção de preços porque, embora todos estejam usando o mesmo algoritmo, os parâmetros para cada execução - os papéis, os níveis de arbitragem e assim por diante - mudam de um investidor para outro", explica Francisco Valente, gerente da mesa de negociação eletrônica da Ágora.

O problema maior são os papéis com pouca liquidez. Os algoritmos só funcionam bem para operações com ativos bastante negociados, o que limita bastante a utilização desse tipo de recurso em um mercado como o brasileiro. Isso porque se um único investidor começar, por exemplo, a comprar grandes quantidades de um contrato pouco negociado, pode acabar criando uma tendência artificial de alta. E a eficiência dos algoritmos, é mesmo tão grande? "Os modelos são reavaliados e aprimorados quase que diariamente para sempre buscar a melhor performance. O objetivo é garantir a melhor execução possível para a estratégia do cliente", complementa Valente.

Embora o tipo de operação seja o que determina a adoção de um algoritmo, o volume operado também é importante. Para que o modelo funcione da maneira esperada, são necessárias movimentações de grandes quantias. É por isso que, pelo menos por enquanto, essas ferramentas só estão disponíveis para investidores de grande porte e experiência no mercado financeiro, que têm profundo conhecimento sobre os produtos da bolsa.

Por serem produtos mais sofisticados, seus custos podem ser diferenciados. Na Ágora e na Coinvalores, por exemplo, as operações via algoritmos só podem ser feitas via mesa de operações e a taxa de corretagem é a mesma das demais operações realizadas desta maneira. Na SLW, por outro lado, operações de alta frequência - compra e venda de papéis em prazos curtíssimos de tempo para aproveitar pequenas distorções de preço - podem ter descontos de até 90% na corretagem. Já na Link, o investidor opera por meio de uma plataforma online, cujo acesso pode custar, mensalmente, entre 1.000 e 2.000 reais, da mais básica à mais automática. A taxa de corretagem também pode ser diferenciada. "A taxa é estabelecida de acordo com o volume e a quantidade de contratos operados. Quanto mais se negocia, menor a corretagem, para viabilizar uma boa rentabilidade", diz Mônica Saccarelli.

O uso de algoritmos por investidores pessoa física ainda engatinha no Brasil. Apesar de sua especificidade, porém, as corretoras esperam expandir sua carteira de clientes para esse tipo de serviço. "Já há um grande número de consultas de investidores sobre os algoritmos", afirma Robson Queiroz, diretor comercial da SLW. A Link, por exemplo, já está implementando ações educativas para informar seus investidores sobre o novo sistema e espera, em breve, disponibilizá-lo em seu home broker. A Coinvalores também estuda essa possibilidade. Para Francisco Nogueira, esse é um sinal do amadurecimento do mercado brasileiro: "Temos grande expectativa de aumento do número de investidores pessoa física para os próximos anos. É natural o amadurecimento deste mercado, tornando-se fundamental que as ferramentas, serviços e estratégias das corretoras evoluam na mesma medida", diz o operador.



 
Referência: Portal Exame
Autor: Julia Wiltgen
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