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Cartão de crédito - Tirando a corda do pescoço: aprenda a negociar a dívida do seu cartão de crédito 

Data: 30/05/2007

 
 

"Fiquei sem emprego por três meses e não deu para ficar longe das dívidas. Foi inevitável", conta a relações públicas Carolina Assunção. "Isso foi no começo do ano e ainda não consegui pagar tudo. E a dívida só tem aumentado". Possuir dívidas não é um problema em si. O maior drama são os juros cobrados pelos credores e as condições de pagamento.

No entanto, com a legislação a seu favor e uma enorme disposição (ou paciência) para negociar, é possível diminuir o pesadelo e evitar que a dívida se transforme numa "bola de neve". E não adianta empurrar esse assunto adiante. Até porque alguns bancos e administradoras de cartão de crédito oferecem linhas de financiamento para facilitar a quitação da dívida por parte dos seus credores. E se esse não for o seu caso, a solução é apelar para a Justiça.

Crédito mais barato
Cansados de ver casos extremos de inadimplência, muitos bancos e administradoras de cartões estão facilitando a vida de quem está no vermelho e tem pouca chance de saldar as dívidas à vista. Mesmo se beneficiando dos juros extorsivos, que passam dos 10% ao mês, algumas empresas oferecem novas linhas de crédito para que o devedor consiga saldar sua dívida.

Alguns bancos como o HSBC, o Real e o BBV dão uma "colher de chá" aos devedores e oferecem linhas de crédito mais atraentes, com juros em média de 5% ao mês. Mesmo que esse número não seja um dos melhores, as probabilidades que a dívida se torne impagável é muito menor. Além disso, os prazos costumam ser interessantes, dando uma folga maior para o orçamento do endividado.

O Banco Real, conhecido pela publicidade dos 10 dias sem juros para o cheque especial, chega a estender o prazo para até 15 meses. Como a grande maioria dos clientes dos cartões de crédito ligados ao banco é correntista, fica mais fácil negociar a dívida e chegar a uma solução junto ao gerente da sua conta.

Parcelamento
Recomenda-se pagar sempre o mínimo exigido no contrato com a administradora, que varia entre 15% e 20%, para evitar a cobrança de novas taxas. O segundo passo é entrar imediatamente em contato com o banco e com a administradora para comunicar o fato, mostrando disposição para resolver o problema. Se você sentir que o buraco é grande, e que será difícil saldar a dívida, peça o cancelamento do cartão de crédito no mesmo instante que a notícia é comunicada. Está no seu direito.

Nesse sentido, você evita que a dívida cresça. Existem casos que o cliente pede uma negociação da dívida, e esta só é concedida depois de um determinado período. E nesse intervalo de tempo as administradoras incluem o nome do devedor no cadastro Serasa e a dívida vai crescendo com as altas taxas de juros.

A Justiça do seu lado
A questão dos juros cobrados pelas administradoras de cartões de crédito é muito mais complexa do que se imagina. A legislação é ainda bastante vaga, dando margem a diversas interpretações e a cobranças abusivas. Com as taxas praticadas nesse mercado, a dívida pode duplicar de tamanho em pouco tempo.

Se você não conseguir uma renegociação amigável e não-extorsiva, é importante recorrer a Justiça. Nunca peça socorro aos agiotas! A primeira medida é registrar uma queixa no Procon. Cada vez mais juizes têm sido favoráveis aos devedores em situações extremas e impedido que as empresas cobrem juros elevados.

Para ajudar os endividados no combate às instituições financeiras, existem ainda algumas entidades como o Idec, Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (www.idec.org.br) e a ANUCC, Associação Nacional dos Usuários de Cartões de Crédito (www.anucc.com.br).



 
Referência: -
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