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Empréstimo / Financiamento - Como tomar empréstimo para investir na bolsa 

Data: 30/07/2010

 
 
Usar alavancagem para comprar ações, opções ou contratos a termo só é recomendado para investidores profissionais

Crédito é voltado para operações no mercado à vista e deve ser usado com parcimônia

Aproveitar oportunidades, potencializar ganhos, superar referências de performance. Esses são os objetivos de investidores profissionais e gestores de recursos, Para chegar lá, no entanto, muitas vezes é preciso investir com alavancagem, uma espécie de financiamento para as próprias aplicações. A alavancagem pode ser feita de diversas formas. Mas, para operações de curto prazo, existe até uma linha de crédito oferecida pelas corretoras.

É a chamada conta margem, que funciona como um cheque especial para o cliente que queira comprar ações no mercado à vista sem saldo suficiente em conta e sem se desfazer de seus ativos. O sujeito dispõe de um limite de crédito proporcional ao valor de sua carteira e utiliza os próprios ativos como garantia, diferentemente dos empréstimos comuns, tomados em instituições financeiras.

"Isso é coisa para especulador, e não para investidor no sentido estrito", diz André Massaro, especialista em finanças da consultoria MoneyFit. Essa linha de crédito é voltada para quem faz operações conhecidas como swing trade, de alguns dias de duração, uma vez que os juros são bem salgados, variando entre 3% e 6% ao mês. "Para quem quer operar alavancado por prazos maiores, digamos de mais de um mês, é melhor fazer operações no mercado a termo ou de opções. Senão fica impossível bancar os custos", completa Massaro. A exceção fica por conta das operações de day trade, em que não há incidência de juros, já que a liquidação ocorre no mesmo dia.

Ou seja, para valer a pena, é preciso estar seguro de que os ganhos cobrirão a amortização e os juros. O objetivo do trader, portanto, deve ser aproveitar uma oportunidade única de negócio, em busca de alta rentabilidade. "Somente investidores experientes e que conhecem muito bem o mercado devem fazer uso da conta margem. Não recomendo esse tipo de operação para investidores cujos montantes negociados sejam mais baixos e cujos objetivos na bolsa sejam de médio e longo prazo", opina Conrado Navarro, especialista em finanças da consultoria Dinheirama.

Para Navarro, as diferentes maneiras de se alavancar são, na realidade, complementares. Um crédito como a conta margem pode ser usado para trades curtos, enquanto que operações no mercado a termo e de opções são mais indicadas para hedge. "Ao arriscar com o capital de terceiros, o investidor deve considerar que precisa se proteger em caso de problemas na operação", afirma o consultor.

De olho nos riscos

É claro que esse tipo de recurso deve ser usado com moderação e apenas quando o investidor está certo de que a operação vale a pena. Quando se investe um valor maior do que o próprio patrimônio, potencializam-se as chances de ganho, mas também os riscos de perda. Resultado: é possível perder mais do que se tem. "Se um investidor estiver 100% alavancado, pode ganhar ou perder o dobro, dependendo do desempenho de seus ativos", exemplifica André Massaro, da MoneyFit.

Em outras palavras, uma operação desastrosa com o uso de conta margem significa prejuízo para o investidor, pois a corretora terá que vender os ativos deixados como garantia para abater a dívida. "O investidor pode, literalmente, 'quebrar'", afirma Conrado Navarro, da Dinheirama. "Além disso, os juros e a cobrança de IOF são altos e, dependendo da operação, podem minar os ganhos desejados", completa.

De acordo com regulamentação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), apenas as ações de primeira e segunda linha, podem ser adquiridas com os recursos da conta margem ou servir de garantia. Esta, por sua vez, deve corresponder a, no mínimo, 140% da carteira do cliente. A relação completa dos ativos negociáveis com conta margem encontra-se no site da Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC).

No entanto, algumas corretoras são ainda mais restritivas. Na Banif e na XP Investimentos, por exemplo, só é possível usar a conta margem para comprar ações de primeira linha, aquelas 66 que compõem o índice Bovespa. O limite de crédito também é calculado em cima das blue chips que compõem a carteira do cliente: 70% do valor de seus investimentos nesse tipo de ativo.

Na Ágora, as garantias funcionam da mesma maneira, mas há limites diferentes de acordo com o objetivo de compra. Quem quiser negociar ações de primeira linha tem um limite de 150% do valor de suas blue chips; para quem deseja comprar papéis de segunda linha, que têm menos liquidez, esse limite cai para 75%. "A diferença entre as linhas de crédito é para proteger o investidor", esclarece Helio Pio, gerente comercial da Ágora.

Vale lembrar que o limite de crédito é variável, uma vez que o valor dos ativos em garantia oscila constantemente. "Uma precaução que o investidor deve ter é ficar de olho na sua carteira, pois as ações que ele está dando em garantia também podem desvalorizar. Nesse caso, ou ele complementa a garantia com outros tipos de ativos ou o limite do crédito é reduzido", diz Amerson Magalhães, diretor do Easynvest.



 
Referência: Portal Exame
Autor: Julia Wiltgen
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