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Cartão de crédito - Como conviver em paz com o cartão de crédito 

Data: 30/04/2010

 
 

Ele é um velho conhecido do brasileiro. Tem aspecto de salvação nas horas difíceis e nos momentos de aperto, mas na realidade é o grande vilão de milhares de famílias e está no topo da lista dos problemas de quem se enquadra no perfil dos endividados. E você já identificou quem é esse instrumento de perigo constante que vive em nossas mãos prometendo sonhos? É o cartão de crédito – responsável por dívidas com as maiores taxas de juros praticadas no mercado. Em função desses altos juros, muitas famílias acabam optando por pagar o mínimo da fatura, que chega em suas casas. Aí começa o grande problema: juros sobre juros, um dinheiro que não se vê mais e mina a saúde financeira da família.

Tudo começa com uma ilusão. No início o cartão tem um limite modesto. O desejo de consumo começa a crescer, logo o banco detecta a vontade do seu cliente e oferece mais crédito, logo mais crédito e mais. O cliente satisfeito com a generosidade do banco se empolga facilmente e sai às compras, que podem ser pagas ao final de 30 dias e contam com os parcelamentos. Tudo o que ele queria para sempre. Mas iludido não percebe o problemão que está se criando, que muitas vezes acontece pela facilidade do valor de seu limite pré-aprovado disponível e o prazo estendido de parcelamento nas compras concedido pelos lojistas.

Apesar deste retrato de cruel, o cartão não é tão bandido assim. Pode ser um aliado nas compras, auxiliar no planejamento financeiro e pode até render prêmios, milhas que são revertidas em viagens. Mas é preciso ter bom senso antes de assinar o ticket emitido ao final de mais uma compra com cartão.

Para minimizar o risco de ficar inadimplente e usar o cartão com planejamento e consciência é preciso antes de tudo que você adéque o limite do cartão ao de sua renda. Com o tempo e o bom relacionamento, as administradoras costumam aumentar o limite, porém quando ultrapassa nossa renda é um perigo e uma tentação, por isso cuidado e não deixe o seu limite ultrapassar 70% sua renda.

Outro ponto que deve ser bem observado antes da ida às compras é evitar comprometer mais que 30% da sua renda com o pagamento da fatura. Para isso, é preciso monitorar constantemente as compras e os parcelamentos que estão no cartão. Lembre-se que há outros gastos como alimentação, transporte, moradia que saíram da sua renda também.

Escolha corretamente a data de vencimento: procure conciliar o vencimento da fatura poucos dias depois do recebimento dos seus rendimentos, isso ajuda a evitar não ter dinheiro para pagar o valor total da fatura.

Agora, prepare-se para a dica principal: evite pagar o mínimo da fatura. Quando pagamos o mínimo, automaticamente estamos optando pela modalidade de crédito do cartão. Daí para frente, os juros são desenfreados e os mais altos do mercado. Programe-se antes. Quando for necessário utilizar o crédito, opte por outras modalidades como pôr exemplo o CDC (Crédito Direto ao Consumidor) com taxas de juros mais baixas. Assim você poderá pagar o valor total da fatura. Caso não consiga pagar o total da fatura por dois meses seguidos, tem algo errado com o seu planejamento. Uma dica que funciona nesta hora é suspender o uso do cartão até organizar o problema.

Para evitar mais problemas é necessário também manter vencimento em dia. Atrasar o pagamento do cartão de crédito, além dos encargos da modalidade de crédito, faz você pagar multas e encargos financeiros pelo atraso da fatura. Essa é a pior situação que terá que enfrentar, não deixe que ela aconteça.

O melhor mesmo é usar o cartão de forma consciente, com um bom planejamento financeiro e de compras. O ideal é sempre pagar o total da fatura, aproveitando o benefício dos parcelamentos e a segurança de não precisar andar com dinheiro. Observando esses benefícios, o cartão é sem dúvida um grande aliado da organização financeira.



 
Referência: Juro Composto
Autor: Leonardo Gazini Facchini
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