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Finanças pessoais - Pesquisa de Orçamento Familiar - POF 

Data: 20/10/2008

 
 

A Pesquisa de Orçamento Familiar, POF, feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), tem como objetivo traçar o perfil do consumo da família brasileira, independente do rendimento. A pesquisa mostra o que e como o brasileiro come, veste, estuda e diverte-se. Foi a partir da primeira POF, cuja pesquisa aconteceu entre os anos 1974 e 1975, que surgiram os primeiros índices de inflação feitos pelo IBGE.


Com os dados da POF, é possível conseguir informações sobre questões tão diversas quanto os gastos das famílias com educação quanto qualidade nutricional dos alimentos e suas conseqüências. A POF é uma ótima ferramenta para decidir os rumos de políticas públicas ou mesmo tendências do mercado. Conheça, então, um pouco mais da sua metodologia.

Histórico da pesquisa

A primeira POF se chamou Estudo Nacional de Despesa Familiar e aconteceu entre 1974 e 1975. Com apoio da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), a pesquisa abrangeu vários pontos do território nacional, abordando tanto o Brasil urbano quanto o Brasil rural.

Com os resultados da pesquisa, surgiram os índices de inflação medidos pelo IBGE: o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e seus derivados como o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A ponderação matemática de cada item dos índices inflacionários como transporte ou alimentação é feita baseada nos pesos de cada item no POF. Além disso, a pesquisa tem sido base para grande parte de outras pesquisas e para o planejamento de políticas públicas.

Nas pesquisas seguintes às de 1975, a POF acabou limitada a onze cidades consideradas as maiores do País. São elas: São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, Fortaleza, Salvador, Goiânia, Belém e Distrito Federal.

Já aconteceram quatro pesquisas de orçamento familiar no Brasil. Entre 1974 e 1975, entre 1987 e 1988, entre 1995 e 1996, e a última, entre 2002 e 2003. O IBGE pretende iniciar uma nova pesquisa ainda em 2007
.
No decorrer dos anos, a metodologia da pesquisa foi melhorando e ampliando a cada ano. Veja mais detalhes nas próximas páginas.

Quem é entrevistado

Como já foi dito, a Pesquisa de Orçamento Familiar é feita em onze capitais brasileiras. São elas: São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, Fortaleza, Salvador, Goiânia, Belém e Distrito Federal.

Através dos dados do censo, os pesquisadores fazem uma amostragem dos mais diferentes perfis de famílias para a POF. São escolhidas proporcionalmente famílias de todas as classes sociais, do mais rico ao mais pobre, dos moradores de condomínio de luxo aos moradores de favelas. O número de entrevistados em cada classe social é escolhido proporcionalmente a distribuição de renda entre a população brasileira.  Na última POF, por exemplo, foram pesquisados 48.500 domicílios.

Como e o que é perguntado

A Pesquisa de Orçamento Familiar é uma das mais longas pesquisas feitas pelo IBGE. Sua duração é de 12 meses. Durante esse período, os pesquisadores visitam várias vezes as casas e fazem perguntas diretamente a cada integrante da família e, com mais detalhes, para o(a) chefe de família. A grosso modo, os pesquisadores querem saber no que a família gasta seus rendimentos, além disso, parte importantíssima da pesquisa é a nutricional, quando os entrevistados chegam inclusive a ser pesados e medidos.

Outra novidade da pesquisa na sua última versão foi a utilização do laptop durante as entrevistas para compilar os dados. No início, os técnicos acreditavam que o aparelho poderia intimidar os entrevistados, mas a reação foi contrária à expectativa. Eles perceberam que os entrevistados colocavam mais credibilidade nos técnicos com a presença do equipamento.

Depois de familiarizado com o método, os próprios entrevistados chegam a preencher uma caderneta de despesas. Durante sete dias, tudo o que for comprado para casa, deve constar dessa caderneta.

Para entender um pouco melhor os métodos da pesquisa, é interessante conhecer o perfil dos seis questionários:
 

  • Características do domicílio - são feitas perguntas para definir o perfil de cada morador sobre nível escolar, religião, cor, ocupação etc. de cada morador.
  • Características do rendimento - detalhes sobre os ganhos da família.
     
  • Despesas coletivas - detalhes sobre os gastos comuns de toda família como luz, água, aluguel, compra de eletrodomésticos etc.
     
  • Despesas individuais - detalhes sobre o que cada pessoa consome individualmente como mensalidades escolares, transporte, lazer, vestuário etc.
     
  • Caderneta de despesa - nesse caso, os entrevistados devem anotar durante uma semana todas as despesas feitas para a casa, da alimentação ao material de limpeza.
     
  • Condições de vida - introduzido na última pesquisa, esse questionário tem 12 perguntas qualitativas para o chefe de família como por exemplo, se ele acha que a renda é suficiente para as despesas.

Com todos esses dados na mão, vem o momento do cruzamento de informações. Tal trabalho pode criar milhares de conclusões diferentes.

Novidades na próxima
 
Para a próxima pesquisa, que deve começar a ser feita em 2007, o IBGE vai incluir um questionário sobre alimentação fora de casa. Já que o hábito é cada vez mais comum nas famílias brasileiras.
 

Veja o que a pesquisa já detectou nesses anos de existência.

Resultados

Para ter uma idéia da importância de uma pesquisa, é interessante ver os resultados e saber o que eles podem dizer, por exemplo, sobre uma sociedade.

Dos últimos dados divulgados pelo IBGE da Pesquisa de Orçamento Familiar, um teve bastante destaque na mídia. Foi sobre a obesidade e excesso de peso.

Os números mostraram um aumento do número de obsesos e pessoas com quilos a mais que o ideal no Brasil e uma diminuição dos adultos com déficit de peso, o que pode significar desnutrição. Em 1975, 7,8% das mulheres e 2,8% dos homens eram considerados obesos. Já em 2003, 12,8% das mulheres eram obesas e 8,8% dos homens. Quanto ao déficit de peso, em 1975, 10,2% das mulheres e 7,2% dos homens tinham esse problema. Em 2003, eram 5,4% das mulheres e 2,8% dos homens.

Além desses dados, a pesquisa traça as diferenças de consumo entre classes sociais. Em 2003, por exemplo, nas famílias que ganham até R$ 400, o consumo de bebidas alcoólicas foi de 1kg por ano, enquanto, na faixa de rendimentos acima de R$ 3.000, ingeriu-se até 15kg. O mesmo acontece com bebidas não alcoólicas, cuja aquisição cresceu de acordo com os rendimentos, variando de 12kg até 72kg. Bebida de preferência nacional, o café é uma exceção no grupo, pois apresenta quantidades variando em torno de 2,5kg a 2,9kg em todas as classes de rendimentos.

Uma das grandes mudanças detectadas nesses anos de Pesquisa de Orçamento Familiar foi a forma de alocação dos recursos pelas famílias e a conseqüente perda do montante de investimentos. Há 30 anos, a parcela dos gastos permanentes com alimentação, habitação, saúde, impostos, obrigações trabalhistas correspondia a 79,86% e, em 2003, aumentou para 93,26%. Com isso, os investimentos (em imóveis e outros) na última pesquisa ficaram em 4,76%. Eles já foram mais que o triplo (16,50%) em 1974/75.

A pesquisa mostra que, em 30 anos, o brasileiro diversificou sua alimentação, reduzindo o consumo de gêneros tradicionais como arroz, feijão, batata, pão e açúcar e aumentando, por exemplo, o consumo per capita de iogurte, que passou de 0, 4 kg para 2,9kg ou de refrigerante sabor guaraná, que saiu de pouco mais de um kg (1,7 kg) por pessoa/ano para quase 8 kg (7,7 kg). Até o leite de vaca pasteurizado, que é o produto adquirido em maior quantidade pelas famílias (38 kg por pessoa, anualmente), teve seu consumo reduzido em 40%, tendo chegado a 62,4kg em 1987. Já o consumo de água mineral saltou de 0,3 kg para 18,5kg per capita por ano. Um outro sinal de mudança nos hábitos é dado pelo consumo dos alimentos preparados, por exemplo, que passou de 1,7 kg para 5,4 kg per capita, no período.



 
Referência: hsw.com.br
Autor: Luís Indriunas
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