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Finanças pessoais - Precisa de ajuda com as finanças e investimentos? Saiba quem procurar 

Data: 20/10/2011

 
 
Existem alguns momentos na vida em que é necessário procurar ajuda para conseguir atingir determinado objetivo. No caso das finanças e dos investimentos não é diferente e é bastante comum as pessoas recorrerem a consultores ou especialistas para conseguirem.

“As finanças são algo importante demais para se 'terceirizar', mas, em algum momento, as pessoas podem precisar de ajuda profissional especializada”, afirma o especialista da MoneyFit, André Massaro.

Entretanto, segundo ele, é importante se atentar para quem você vai consultar em caso de necessidade. “É só falarmos que estamos passando por algum problema financeiro e logo aparece um 'Einstein das finanças', propondo uma solução simples (a palavra mais adequada seria 'simplista') para um problema complexo”, diz.

Mas, então, quem procurar, quando for preciso pedir algum tipo de auxílio em relação às finanças pessoais? Para auxiliar, o especialista listou os tipos de profissionais que estão disponíveis para ajudar o investidor e o poupador. Confira:

O gerente de banco
O gerente de contas é o profissional responsável pelo relacionamento do banco com seus clientes. “Sua função primária é 'vender' os produtos e serviços do banco e sua função secundária é ajudar os clientes e orientá-los no uso adequado desses produtos e serviços”, diz.

Segundo ele, é importante deixar claro essa diferença entre a função primária e secundária. “O cliente precisa entender que, quando ele busca orientação de um gerente de banco, há um conflito de interesses inerente. As instituições financeiras estão conscientes desse conflito e, por isso, cada vez mais exigem que seus profissionais sejam certificados para assegurar que atendam a rigorosos padrões técnicos e éticos”, afirma.

O especialista aponta que, em geral, gerentes de banco são pessoas capacitadas e altamente íntegras, mas, em algumas situações, podem acabar induzindo clientes a tomar decisões que não são as melhores para eles. “Isso pode ocorrer por despreparo, por pressão do empregador para cumprimento de metas comerciais ou mesmo por algum deslize ético. Por isso, é sempre interessante ter algum grau de educação financeira para poder discutir com seu gerente de igual para a igual. E, na dúvida, nunca se esqueça que o gerente trabalha para o banco, e não para você”, diz.

O administrador de carteiras
O administrador de carteiras é um profissional autorizado pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários) a tomar decisões de investimento em nome de seus clientes. “Em poucas palavras, isso significa que ele pode 'mexer no seu dinheiro', comprando ações e títulos sem necessariamente consultá-lo antes”, afirma Massaro.

Segundo ele, os requerimentos para se tornar administrador de carteiras são rigorosos, por causa do potencial risco para os clientes, caso estes profissionais não trabalhem corretamente. “Se você precisa de alguém para 'tomar conta' de seus investimentos, tomando decisões em seu lugar, você precisa de um administrador de carteiras”, diz Massaro.

Ele lembra que os administradores de carteiras autorizados a trabalhar estão listados no site da CVM, na seção “participantes do mercado”. “Certifique-se de que o nome do profissional está lá antes de contratar qualquer serviço”, diz.. “Em geral, administradores de carteira que trabalham de forma independente são remunerados através de um percentual dos lucros que eles geram”, finaliza.

O consultor de valores mobiliários
Segundo Massaro, o papel do consultor de valores imobiliários é dar recomendações de compra e venda de valores mobiliários, como ações e debêntures. “É este profissional que você deve consultar, caso queira saber qual ação deve comprar ou vender”, diz.

Ele lembra que esses consultores também precisam de registro na CVM e estão listados no site da autarquia. “Consulte o registro antes de contratar serviços de profissionais que se apresentam como tal”, aconselha.

A remuneração do consultor de valores mobiliários é cobrada diretamente do cliente. “Para evitar conflitos de interesse, consultores de valores mobiliários não devem receber comissões por suas indicações de produtos e serviços financeiros”, finaliza.

O analista de valores imobiliários
Também registrado na CVM, este profissional tem como função elaborar estudos que sirvam de base para decisões financeiras. “Normalmente, esses profissionais trabalham para instituições financeiras e consultorias especializadas”, diz Massaro.

Segundo o especialista, eles podem dar suas opiniões sobre os ativos financeiros que analisam, mas não podem “induzir” pessoas diretamente a tomar decisões .”Esse é o trabalho do consultor de valores mobiliários”, diz.

O agente autônomo de investimentos
Massaro classifica este profissional como uma espécie de “representante comercial” de instituições financeiras. “Sua função é, basicamente, comercializar produtos da instituição que representa e prover um suporte técnico limitado a seus clientes. Ele não pode exercer atividades como administração de carteiras ou consultoria, a não ser que esteja autorizado pela CVM”, diz.

Segundo ele, o caminho para se tornar um agente autônomo de investimentos é relativamente fácil. “É preciso apenas segundo grau completo e não é exigida experiência anterior. Basta passar na prova e não estar legalmente impedido. Por isso, dentre as funções regulamentadas pela CVM, é aquela que apresenta maior número de restrições e limitações”, afirma.

A remuneração dele é paga pela instituição que ele representa e nunca pelo cliente. Assim como outros profissionais registrados na CVM, seus nomes estão disponíveis no site da autarquia para consulta.

O planejador financeiro
Este profissional também é conhecido simplesmente como “consultor financeiro”. “Ele tem como função ajudar o cliente a resolver situações pontuais (como negociar uma dívida ou planejar a aposentadoria) ou então fazer um planejamento financeiro completo, que pode envolver toda a família do indivíduo”, diz Massaro.

O especialista lembra que o planejador financeiro não pode exercer atividades reservadas aos profissionais registrados na CVM - a não ser que ele mesmo seja um deles. “O planejador financeiro pode, em muitos casos, trabalhar em conjunto com um consultor de valores mobiliários ou administrador de carteira”, afirma.

Segundo ele, a profissão de planejador financeiro não é regulamentada. “Mas existe uma certificação chamada CFP (Certified Financial Planner), muito popular nos EUA e que no Brasil é emitida pelo IBCPF (Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros), ligado à Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais)”, diz. “A certificação não é obrigatória, mas, como o processo para obtê-la é bastante rigoroso, escolher um profissional certificado dá alguma segurança de que ele está alinhado com altos padrões técnicos e éticos”, completa.

O coach financeiro
Massaro aponta que o coach é um profissional cujo trabalho é capacitar seu cliente para atingir um determinado objetivo – no caso, financeiro. “O coach não é um consultor, no sentido de ser alguém que diz ao cliente o que ele deve fazer. O coach orienta o cliente em um processo de aprendizado e capacitação, para que ele possa tomar decisões e atingir objetivos por si mesmo”, afirma.

Segundo ele, o coaching não é regulamentado. “Tecnicamente falando, qualquer um pode sair por aí dizendo que é coach, por isso, é importante conhecer a reputação e o histórico do profissional antes de contratá-lo. Existem inúmeras entidades que “certificam” coaches, mas nenhuma delas tem qualquer reconhecimento oficial”, diz.

O picareta (deve-se ficar longe...)
De acordo com Massaro, este nem sempre é tão fácil de identificar. “Existem picaretas de todos os tipos. Tem aquele que você sabe que é picareta a quilômetros de distância, e também tem aquele que em nada aparenta ser um picareta, mas ele é”, alerta.

Ele lembra que alguns maus profissionais podem inclusive ser certificados por órgãos oficiais e com histórico profissional impecável, mas acabam usando a profissão para levar algum tipo de vantagem.

“Fique atento a supostos profissionais financeiros que oferecem investimentos fantásticos com retorno 'garantido' ou que propõem esquemas obscuros resolução de dívidas onde você tem que colocar 'algum dinheiro' na frente. Você pode estar de cara com um legítimo picareta”, alerta.



 
Referência: InfoMoney
Autor: Diego Lazzaris Borges
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